Teologia Bíblica - Profetas Anteriores

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

VIVER PARA ALÉM DE MIM MESMO

É o título do congresso que preguei neste final de semana em uma igreja da cidade. Viver para além de mim mesmo. Sem ser um lunático. Viver para servir, viver para além de meu umbigo.
Viver para além de mim mesmo é viver a adoração no sentido da palavra. É estar nas mãos do Mestre como ferramenta afiada, apropriada, definida, móvel conforme necessidade e vontade dEle! qual a “Senha” para este viver?
Max Lucado faz uma metáfora com a casa do ferreiro. Nenhuma ferramenta está no nível de uso sem antes passar pela bigorna. Aquele lugar da oficina que nos põe afiados, apropriados, definidos. Lugar que nos faz incandescentes, derretidos, moldáveis, mutáveis. Isto dói! A bigorna do ferreiro e a mesa do oleiro tem funções semelhantes. Estar na bigorna é estar moldado por seu mestre aceitando seu chamado.
Onde estar sem sentir dor? Na pilha de sucata. Mas seria ferramenta ultrapassada, quebrada, sem corte, enferrujadas. Empilhadas no canto, sem sentir dor mas cheia de teia de aranha. Imprestável para seu dono, ignorante de suas funções. Vidas quebradas, talentos desperdiçados, fogos apagados, sonhos estilhaçados. Nenhum trabalho, nenhuma bigorna, nenhuma dor. Dias longos e infrutíferos.
Não sei como você viveu o 2009 – sei que já passou! A questão é como está vivendo agora e como deseja viver o 2010. Já é hora de decidir. Não tenha medo do processo de Deus. Mesa do Oleiro, Bigorna, qualquer que seja a figura atribuída a nosso Senhor, por trás dEle sempre há amor. Ele te ama. Ele deseja vê-lo vivendo o melhor de si. Para isto, vamos viver prá além de nós mesmos. Viver neste mundo, com os olhos em Deus. Para a glória de Deus.
Aprendemos que há fortalezas (2 Cor. 10.4) que tem que ser vencidas que nos deixam com medo do processo de Deus, competindo com os outros, no monte de sucata a vida toda. A palavra de Deus é poder e as armas que temos são espirituais para vencer sofismas e mentiras de satanás. Libera você para ser vencedor e estar nas mãos do criador. Vivendo além de si mesmo. Escolhe seu lugar.
Deus te abençoe.
Pr. Cleydemir

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A corrida contra o Tempo

Hoje, uma das características marcantes nas pessoas é o imediatismo. Todos têm pressa. Pressa de ficar rico, de adquirir coisas, de realizar seus sonhos, pressa de viver. Parece que até o tempo está com pressa.
Lembro-me da minha infância em uma cidade pequena do interior de Minas Gerais, sem televisão, sem internet, sem condução (só passava o trem duas vezes por dia em direções opostas). As notícias vinham do Rio de Janeiro, através de O Jornal, e chegavam com dois ou três dias de atraso. A vida caminhava pachorrenta, sem pressa de passar...
Parece que o tempo rendia mais. Meu pai tinha padaria e trabalhava durante o dia e de madrugada também. Durante o dia ele negociava, conversava com amigos, brincava com os filhos e rachava lenha, para aquecer o forno; amassava 120 a 180 kg de farinha manualmente, e de madrugada ele cilindrava a massa manualmente e ainda tinha que encher a caixa d'agua com uma bomba que ele manejava também manualmente. As 5 h da manhã os pães já estavam sendo distribuidos nas janelas e a padaria estava recebendo os primeiros fregueses. Meus irmãos, a partir dos doze anos, ajudavam nas tarefas pesadas e atendiam no balcão; nós, as mulheres, fazíamos, pudins, bolos e todo o tipo de quitutes para vender e também atendíamos no balcão. Minha mãe subia e descia as escadas para assar os quitutes o dia todo. Mas parecia não ter pressa...
Éramos uma família com tempo para conversar, para receber amigos, para passear, para brincar, para ler, para estudar, para adorar a Deus, tínhamos culto doméstico todos os dias, impreterivelmente. Íamos ao culto durante a semana, e, aos domingos de manhã, lembro-me de meu pai de braços dados com minha mãe, caminhando para a Escola Bíblica Dominical, e a gente correndo e saltitando em volta deles. Havia uma regra lá em casa: quem não fosse à Escola Dominical, também não podia passear naquele dia de domingo.
Durante o culto papai ficava nos observando e se conversássemos durante o culto, quando chegávamos em casa ele perguntava sobre os textos bíblicos estudados e se não soubéssemos responder ele dizia: Viu? Estava conversando...
Papai gostava de conversar e era muito aberto para nosso tempo... Gostava que o obedecêssemos por respeito e entendimento. Ele nunca esperou uma obediência cega.
Hoje fico me perguntando. Por que com todos os recursos que temos hoje, nosso tempo nunca é suficiente? Estamos sempre correndo atrás do tempo...
Com um simples telefonema a gente compra, vende e gerencia. Com um simples telefonema cumprimos nosso papel social de cumprimentar as pessoas nas datas especiais, e de "visitá-las" por telefone.
No mundo globalizado as distâncias tornam-se pequenas. Com um simples toque no computador vemos e conversamos com pessoas do outro lado do mundo. Temos condução para todo o lado. E lá na roça, nos lugares mais afastados, as pessoas têm celular, televisão e até internet.
Por que será então que os pais não têm tempo para ensinar os filhos? Por que não temos tempo para curtir nossas relações afetivas? Por que é tão difícil conseguir tempo para o culto doméstico? Por que não temos tempo para a contemplação? Por que nos perdemos das pessoas por falta de tempo?
Isto me faz ter "saudade" da eternidade, quando não seremos mais limitados ou delimitados pelo tempo.
Enquanto escrevo fico pensando se as pessoas terão tempo de ler este texto. Mas se você chegou até o final da leitura, devo dizer que esta preocupação com o tempo, não é inédita e nem atual. Olhando para a Bíblia posso perceber que nossas prioridades é que determinam a qualidade e a rapidez do nosso tempo. Para Habacuque essa correria desenfreada é vã. (Habacuque 2:13) - "Porventura não vem do SENHOR dos Exércitos que os povos trabalhem pelo fogo e os homens se cansem em vão? "
Para o pregador em Eclesiastes, "TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu". (Eclesiastes 9:11) - "Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos. ".
O tempo e a oportunidade de amar, de criar laços familiares fortes, de servir, de adorar a Deus, de viver em boas obras. Nada, nem os recursos tecnológicos podem nos roubar o tempo de ver nossos filhos crescerem, de curtir nossos relacionamentos afetivos, de parar e contemplar as obras de nosso Deus.

domingo, 30 de agosto de 2009

A CONDIÇÃO ESPIRITUAL DO ADORADOR

Extraído do Boletim da Igreja Assembléia de Deus do Bom Retiro-Ipatinga-MG

Existem diversos elementos relacionados à qualidade e ao poder do louvor: a música, a letra, a sua origem e o seu propósito. Entretanto, ainda que determinada composição musical seja feita sob a a unção do Espírito Santo e contenha todas as características desejáveis, sua aceitação diante de Deus vai depender também de quem está cantando, ou seja, sua situação espiritual. "Aos retos fica bem o louvor" Sl 33.1.

Deus não quer o louvor do ímpio nem do cristão que estiver em pecado. Sl 50.16 e 17, o que o Senhor deseja nesses casos é o arrependimento. Se um filho ofendeu o pai, deverá se reconciliar antes de tentar agradá-lo com palavras. Se estivermos sujos diante de Deus, nossa oferta se tornará abominável aos Seus olhos, ainda que ela represente um sacrifício para nós. 1 Sm 15.22, Is 1.13, Mt 5.23, 24.

Toda oração que fizermos será rejeitada Pv 28.9 a não ser aquela que venha trazer nossa confissão de pecado. Nossa música se tornará um barulho insurpotável aos ouvidos de Deus. Am 5.23. Assim o louvor será apenas um rito religioso vazio. Aquele que louva e adora o Senhor precisa estar puro, a fim de não contaminar e inutilizar a sua oferta. Isto é válido para todos os cristãos e especialmente para os que dedicam ao ministério na casa de Deus. "Purificai-vos vós que levais os vasos do Senhor" Is 52.11.

O profeta Malaquias disse que Deus, como um lavandeiro e um ourives, purificam os levitas para que trouxessem ofertas aceitáveis diante do altar Ml 3.1-4. Vemos nessa passagem dois processos purificadores:
  1. O lavandeiro trabalha com sabão e água que é um símbolo da Palavra de Deus. Jo 15.3; Ef 5.26. Quando pecamos o Senhor nos fala amorosamente para que tomemos atitudes de concerto.
  2. O ourives trabalha com fogo, que simboliza a tribulação e a ira de Deus 1 Pe 1.6,7. Quando não damos ouvido à Palavra entramos em tribulações. O fogo age mais profundamente destruindo impurezas que a água não conseguiu tirar. Muitas tribulações poderiam ser evitadas se tomássemos as atitudes certas no tempo certo. Quando somos atribulados nossa consciência se desperta para o reconhecimento do pecado. Precisamos receber a Palavra de Deus e corrigir nossas ações antes que venha o fogo. O arrependimento, a confissão e o concerto farão com que o nosso louvor seja puro e suba como oferta suave e aprazível diante de Deus.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Obaaa!!!!! Um filme...

"Nós compramos o ingresso, apanhamos a pipoca e entramos na sala de cinema.
As imagens brilham na tela mostrando mais de 24 quadros por segundo. Essa seqüência hipnótica de imagens em movimento muitas vezes nos faz esquecer nossas convicções e nos divertirmos com o impossível. Infelizmente, muitas vezes também esquecemos nossas crenças, sucumbindo às lições sutis de como nos comportar, pensar e até mesmo ver a realidade. Acabamos nos dando conta de que estamos torcendo para que uma mulher consiga roubar o marido da sua própria irmã, que um ladrão consiga escapar da justiça ou que um assassino em série não seja condenado por seus crimes. Achamos graça de um pastor atrapalhado e nos irritamos com a atitude de um evangelista intolerante que explora os outros. No final, acabamos absorvendo visões de mundo que afetam a nossa fé e a nossa imaginação. Depois de algum tempo, questionamos como nossas crenças podem sobreviver a tamanho ataque. Com a sensibilidade de um roteirista bem-sucedido e o sentimento de um cristão que gosta de refletir, Brian Godawa nos guia por um lugar de redenção dos filmes. Mostra os truques que os roteiristas usam para comunicar a sua mensagem e ensina a disciplina mental e a espiritual necessárias para se assistir aos filmes. Cinema e Fé Cristã nos ajuda a travar um diálogo com Hollywood que nos leva a um final mais feliz. Exorta-nos a ficar atentos à nossa cultura e despertar a nossa fé." http://www.ultimato.com.br/?pg=show_livros&util=1&registro=226

Recebi este texto por e-mail da minha amiga Leilla. Espero ler o livro na íntegra, em breve.
Está aí! Este é um tema que eu gostaria de ter escrito. Sempre sublinhei este fato, mas nunca parei para escrever sobre ele. É incrível como combatemos e temos horror à violência e a aceitamos tão bem quando se trata da telinha, seja do cinema ou da tv. Como somos capazes de torcer para uma mulher trair o marido e um bandido se dar bem. Como nossos ouvidos ouvem palavras que não fazem parte do nosso vocabulário e não reagimos a elas. Como rimos de piadas que escarnecem do pobre, do deficiente ou do menos favorecido em alguma área. Como ainda continuamos em frente as telas quando o nome do nosso Senhor e Deus está sendo profanado ou usado em vão... Como expomos a nossa mente a tanta imundície... O certo é que, ainda que não nos conformemos a este mundo, ainda que não entremos na forma do mundo totalmente, paramos de nos ofender com o pecado, de nos assustar com as aberrações e de nos maravilhar com a grandiosidade do poder de Deus nas pequenas coisas.
Uma certa vez ouvi um líder evangélico dizer que a única forma de limpar a nossa mente depois de nos expormos a tantos ataques do inimigo é: para cada hora de exposição às obras infrutíferas da carne ou às artimanhas do inimigo, treinar nossa mente 3 horas na exposição da Palavra de Deus.
Ainda não li o livro citado acima, mas eu diria que boas conversações, louvores, leitura da Palavra, oração e edificação uns dos outros, é um bom remédio, para não perdermos a sensibilidade, a fineza, a justeza do nosso ouvido para ouvir a voz do Espírito Santo nos conduzindo à toda verdade. Para não perder a conexão com o nosso Senhor e Salvador, para não nos desviarmos do nobre padrão em que devem viver os príncipes do Senhor, os súditos do Rei dos Reis.
Que possamos andar como nobres, como dignos do nosso Salvador e Senhor Jesus.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Espírito Crítico

Obrigada por visitar meu blog. Por motivos pessoais passei um período sem postar, pelo que peço desculpas. Recebi este e-mail do meu pastor e estou apenas repassando. Que os nossos olhos sejam bons.

A Lagartixa (autor desconhecido)

Um conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando consigo um pequeno fardo. Após cumprimentar os presentes, em silêncio, enfeitou uma mesa forrada com toalha branca de seda, com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas. Em seguida apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e os distribuiu sobre a mesa com graça. Logo depois, diante do assombro de todos, em meio aos demais objetos, colocou uma pequenina lagartixa, num frasco de vidro. Só então se dirigiu ao público perguntando: - O que é que os senhores estão vendo? E algumas vozes responderam discordantes: - Um bicho! - Um lagarto horrível!

- Uma larva!

- Um pequeno monstro! O conferencista então considerou: - Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Os senhores não enxergaram o forro de seda branca que recobre a mesa. Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume. Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades. Mas não passou despercebida aos olhos da maioria, a pequena lagartixa... E, sorridente, concluiu: - Me pediram para subir a este palco para falar sobre crítica, portanto, nada mais tenho a dizer. Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas valorosas da vida e das pessoas? Se seu filho mostra seu boletim escolar repleto de boas notas, mas com apenas uma nota baixa em determinada matéria, qual é a sua reação? Você enfatiza e elogia as notas boas, ou reclama da nota baixa? Quando agimos assim, sem perceber podemos estar contribuindo para a formação de uma geração que será caracterizada pelo que não é, e não por aquilo que é. E assim acontece em muitas situações da nossa vida; em vez de focarmos nas flores e nas perolas, colocamos nossa atenção na "lagartixa". Tente substituir a crítica pelo elogio e pelo reconhecimento. Você vai perceber que isso tornará a vida de todos, e principalmente a sua, muito melhor!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Síndrome da Caverna

Minha amiga Leilla gentilmente mandou este texto para mim. O autor faz uma análise do comportamento de Elias depois de ter sido protagonista de uma manifestação fabulosa do poder de Deus. Ele traça um paralelo entre a situação vivida por Elias e a situação de muitos líderes cristãos paralisados por feridas, frustrações, decepções vividas no decorrer do seu ministério.

A SÍNDROME DA CAVERNA
Abe Huber

Numa mensagem inesquecível, pregada entre nós no dia 26 de Junho, o irmão Abe Huber, de Santarém, Pará, deixou-nos uma importante palavra sobre os motivos que levam alguns homens de Deus a ficarem presos em si mesmos. Detectou, basicamente, duas síndromes (ou doenças espirituais): a síndrome de poder, que afetou terrivelmente o grande herói Sansão, que caiu pelo orgulho, e a síndrome da caverna, que afetou o profeta Elias, cujo problema era a timidez. Para ambas as síndromes há soluções eficazes vindas da graça de Deus. Por falta de espaço trataremos aqui desta segunda síndrome (matéria extraída da revista MDA, de Setembro 2004, publicada pela igreja em Santarém).
O contexto da síndrome da caverna
Elias, de um modo geral, foi um homem muito sadio. Mas houve uma época em sua vida em que ele contraiu uma doença. Graças a Deus ele veio a ficar curado. O contexto aqui envolvido começa no capítulo 18 de 1 Reis. Houve uma enorme seca, três anos e meio sem nenhuma chuva e nenhum orvalho. Depois disto Elias desafiou todos os profetas de Baal. E no desafio do monte Carmelo Elias matou todos os falsos profetas. Depois da oração de Elias no monte, a chuva veio. Contudo, quando alguém é muito usado por Deus, o diabo não se conforma com isto e contra-ataca. Em 1 Reis 19.1,2, o rei Acabe conta para a rainha Jezabel tudo quando Elias havia feito, e esta promete dar fim à vida de Elias tal como ele fizera a seus profetas. Elias talvez esperasse arrependimento da parte de Acabe e Jezabel. Talvez esperasse honras e reconhecimento no palácio real. Talvez esperasse a restauração da teocracia, que é o governo de Deus. Contudo nada disto aconteceu.
Alguém já disse que mordida de ovelha dói mais que mordida de lobo. Quando o lobo mau (o próprio diabo) lhe morde, você sabe que é o diabo, mas quando é uma ovelha por quem você deu a vida, e você fica sabendo que ela o está apunhalando pelas costas...
Alguém disse corretamente que o bom pastor dá a vida pelas ovelhas mesmo quando elas o mordem. Mas tem uma coisa que dói mais ainda do que a mordida de uma ovelha: é a mordida de outro pastor! A mordida de outro pastor dói muito, especialmente se ele é um co-pastor, um pastor auxiliar, um pastor a quem você ama muito, respeita, ou um pastor em quem você investiu para se tornar um grande líder, talvez até mesmo seu sucessor.
Sintomas da síndrome da caverna
Prostração: Mesmo tão usado por Deus, quando aquela mulher proferiu as ameaças, Elias se desmontou. Foi uma reação carnal da parte dele. “Temendo, pois, Elias, levantou-se e para salvar sua vida se foi e chegou a Berseba, que pertence a Judá, e ali deixou o seu moço. Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio,, e se assentou debaixo de um zimbro e pediu para si a morte e disse: Basta, toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais” (1 Reis 19.3,4). Sua reação era como quem diz: “eu não presto pra nada mesmo”.
Medo e condenação: Apesar de não ter cometido nenhum pecado horrível, Elias começou a se sentir muito condenado. Pessoas que sofrem da síndrome da caverna têm esse problema. Pode ser algum grande trauma ministerial, uma grande decepção. Conseqüentemente, ele se sente inadequado, incapaz, impróprio para a função. Mesmo depois de Deus ter falado com ele e o alimentado, e depois de ter caminhado firme por quarenta dias, Elias foi “se prostrar” dentro de uma caverna, no monte Horebe.
• Baixa auto-estima e senso de derrota: Depois da ameaça, Elias fugiu, por isso sentiu-se pior ainda, um covarde. Pior do que Jezabel fez, foi o fato dele mesmo perceber a sua carnalidade. Daí veio a lamentação: “Eu não sou nada! Eu não sou melhor do que meus pais. É melhor que eu morra!”. O diabo usa este expediente com muita gente. Quando o sujeito está bem encolhido dentro da sua caverna, ele começa a dizer: “É, você não é nada mesmo. Você nunca vai ser muito usado por Deus. Você estava pensando que era alguma coisa, falando que sua igreja ia crescer, querendo alugar um prédio grande. Quem você acha que é? Volte para o seu cantinho...” Foi o que Elias tentou fazer.
• Auto-justificação e auto-comiseração: O sujeito pode começar a sentir-se o único justo incompreendido. Junto com isto, ele começa a sentir pena de si mesmo, o bom menino ignorado e desvalorizado. Aí ele tenta provar o seu valor. Os versículos 9 e 10 dizem o seguinte: “Ali entrou numa caverna, onde passou a noite; e eis que lhe veio a palavra do Senhor, e lhe disse: Que fazes aqui, Elias? Ele respondeu: Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida”. O erro dos outros e a nossa justiça, aparentemente sem reconhecimento e sem recompensa, não podem ser uma desculpa para que nos isolemos em nossa caverna. É como se estivéssemos dizendo para Deus: “Olha, Senhor, eu tenho feito tudo certo. Os outros estão todos errados. O Brasil está cheio de pastores adúlteros. Eu vou ficar aqui no meu cantinho, só fazendo a minha parte. Não vou sair da minha caverninha”. Mesmo que fosse assim, Deus precisaria muito da sua integridade.
• Relutância: Mesmo quando Deus fala, chama o indivíduo para fora de sua falsa zona de conforto, ele ainda dá passos titubeantes em direção a Deus, ao seu chamado, à sua cura. O versículo 13 diz que Elias se colocou à entrada da caverna. Como se estivesse numa direção segura para correr de volta a sua toca, como fazem os coelhos e outros roedores semelhantes. Deus não quer Elias, nem nós, no fundo ou na entrada da caverna. Ele nos quer fora, correndo riscos, mas enfrentando-os com coragem e determinação. Se você está andando em santidade e agradando a Deus, pouco importa o que os outros vão falar.
PASSOS ENVOLVIDOS NA CURA DA SÍNDROME DA CAVERNA
• Levantar-se: No primeiro momento, Elias estava prostrado debaixo do zimbro. Depois foi prostrar-se no fundo da caverna. Na primeira vez Deus disse: “Levanta-te e come” (v.6). Na segunda vez Deus perguntou: “Que fazes aqui, Elias?” (v.9). É o mesmo que dizer: Meu filho, você já tem idade e experiência suficientes para não precisar fazer mais este joguinho... Quando Deus mandou que Elias saísse da caverna e se colocasse naquele monte perante o Senhor (v. 11), a idéia era a de que ele deveria ficar “em pé” fora da caverna. Muitas vezes, na Bíblia, Deus manda que os homens fiquem de pé para que Ele lhes fale. O mesmo vale para nós. Não importa o que tenha acontecido, devemos nos equilibrar e ficar firmes diante do Senhor.
• Coragem e senso de perdão: Não fique sequer perto da caverna. Tenha coragem, seja destemido. Saia da sua zona de conforto. Fuja da caverna e comece a fazer grandes coisas para o reino de Deus. Romanos 8.1 diz que nenhuma condenação pode se abater sobre aqueles que estão em Cristo Jesus. Logo, não será nenhuma Jezabel que vai intimidar os profetas do Senhor. Você pode contar com esta justificação divina, com a garantia da presença do Espírito Santo.
• Afirmação e auto-imagem conforme a ótica de Deus: Elias não tinha noção do valor e da importância que o seu ministério tinha para todo o Israel e Judá, e até mesmo para as gerações futuras. Elias tinha muito trabalho e muita história pela frente. Deveria ungir dois reis, um na Síria (v.15) e outro em Israel (v. 16). Deveria também ungir e treinar um profeta para lhe suceder (v. 16): Eliseu. Elias deveria saber que ele não estava só; havia sete mil outros justos na terra (v.18), os quais poderiam servir como consolo e companhia para o profeta solitário. Ele nem imaginava que receberia várias menções honrosas na galeria dos heróis da fé de Hebreus 11, assim como elogios diretos na carta de Tiago (Tg 5.17,18). Elias foi o modelo, o protótipo de ministério no qual o próprio Deus espelhou o ministério de João Batista, preparando o caminho para a atuação do Messias aqui na terra. Mas a maior honra de todas aconteceu por ocasião da transfiguração de Jesus, no monte, quando Elias foi escolhido para representar todos os profetas do Antigo Testamento, juntamente com Moisés (Mt 17.3). Que grande privilégio poder retornar para um encontro memorável com o Desejado de todas as nações e de todos os tempos! Valeu a pena sair da caverna!
• Ousadia e destemor: Comece a ser usado poderosamente. Se você está andando em santidade, debaixo de cobertura, e se está tudo bem com Deus e sua família, o que você está fazendo perto de uma caverna? Deus quer os Seus Elias fora da caverna. Deus os quer matando os profetas de Baal. Deus precisa deles para trazer chuva em abundância, para trazer o fogo sobre o altar. Os Elias de Deus não podem ficar escondidos na caverna nem oscilantes na entrada.
O pastor David Yonggi Cho, líder da maior igreja do mundo, em Seul, na Coréia do Sul, disse que quando lhe perguntaram pelos seus dons, ele diz não saber quais, pois são todos do Espírito Santo. Ele responde que tem o Espírito Santo. Mas ele acha que se tiver um dom, este é o dom da coragem. E nós?
CONCLUSÕES
Oséias 4.6 diz:O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”. Existe uma grande anomalia no corpo de Cristo hoje: líderes que não deveriam ter coragem estão tendo coragem, metendo a cara e fazendo “grandes” coisas. Por outro lado, os líderes que deveriam ter coragem, os líderes cheios de integridade, santidade e temor de Deus, dos quais o Brasil tanto precisa, estão muitas vezes se escondendo na caverna. Os “sansões” que não se arrependem, infelizmente, vão ter que voltar para Gaza, mas os “Elias” vão sair das cavernas em nome de Jesus. Devemos deixar toda a caverna para trás e cuidar muito bem da motivação do nosso coração para não sermos acometidos da “síndrome de Sansão”. Para tanto, deveremos andar debaixo de cobertura espiritual, sendo transparentes e bem acompanhados. “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Tm 1.7).
“Fogem os perversos sem que ninguém os persiga, mas o justo é intrépido com o leão” (Pv 28.1). Viajando pelo Brasil eu encontro muitos pastores santos, consagrados, íntegros. No entanto, muitos deles estão se escondendo em cavernas. Seu potencial pleno não está sendo aproveitado, porque são tímidos, prostrados, relutantes. Para estes Deus está falando: “Sai da caverna”.
Eu creio piamente que as maiores igrejas ainda serão edificadas no Brasil. Os maiores grupos apostólicos ainda vão se levantar no Brasil. As maiores igrejas com cem mil, duzentos mil membros serão vistas se levantando no Brasil para a glória de Jesus!
Melvin Abraham (Abe) Huber

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Oração & Família

Oração & Família
Hoje encontrei uma mãe de um jovem, triste por que não consegue conduzi-lo como ela sonhou. Ele não quer ser o filho que ela imaginou. Ele está frustrando os ideais dela. Sei que outras famílias também vivem isto. É preciso mais que sonhar, imaginar e idealizar. É preciso planejar em oração e descobrir os sonhos de Deus para eles. (Pv.22.6) A questão é que os sonhos para eles começam conosco. O que estamos plantando eles vão colher. Nós podemos escolher viver como quisermos, mas não podemos escolher a conseqüência das escolhas que fizemos, inclusive como pais e mães. Precisamos escolher uma vida de oração por nossos filhos. Oração não é apenas quando estamos a sós com Deus pedindo por eles. Quando estamos com eles falando de Deus também é oração. Principalmente quando é o casal e não apenas a mãe. Se os pais escolhem ser um casal separado, por exemplo, a oração se torna pouco eficaz e a autoridade do pai e da mãe fica comprometida. Quebrou-se a base da autoridade e a tranqüilidade da oração. Não significa que não se pode orar, ao contrário, deve-se orar mais. Os filhos de pais que escolheram viver assim, devem orar mais e mais depressa consolidar sua experiência com Deus. Satanás quer te fazer olhar para o passado, para não ser abençoado no presente. Não se justifiquem no erro dos seus pais. Não é a toa que estamos orando por nossa família e pela família brasileira. Oração é estar presente na presença de Deus. Quem não está presente, perde o presente! As vezes só percebemos no futuro. Pr. Cleydemir