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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

VIVER PARA ALÉM DE MIM MESMO

É o título do congresso que preguei neste final de semana em uma igreja da cidade. Viver para além de mim mesmo. Sem ser um lunático. Viver para servir, viver para além de meu umbigo.




Viver para além de mim mesmo é viver a adoração no sentido da palavra. É estar nas mãos do Mestre como ferramenta afiada, apropriada, definida, móvel conforme necessidade e vontade dEle! qual a “Senha” para este viver?



Max Lucado faz uma metáfora com a casa do ferreiro. Nenhuma ferramenta está no nível de uso sem antes passar pela bigorna. Aquele lugar da oficina que nos põe afiados, apropriados, definidos. Lugar que nos faz incandescentes, derretidos, moldáveis, mutáveis. Isto dói! A bigorna do ferreiro e a mesa do oleiro tem funções semelhantes. Estar na bigorna é estar moldado por seu mestre aceitando seu chamado.



Onde estar sem sentir dor? Na pilha de sucata. Mas seria ferramenta ultrapassada, quebrada, sem corte, enferrujadas. Empilhadas no canto, sem sentir dor mas cheia de teia de aranha. Imprestável para seu dono, ignorante de suas funções. Vidas quebradas, talentos desperdiçados, fogos apagados, sonhos estilhaçados. Nenhum trabalho, nenhuma bigorna, nenhuma dor. Dias longos e infrutíferos.



Não sei como você viveu o 2009 – sei que já passou! A questão é como está vivendo agora e como deseja viver o 2010. Já é hora de decidir. Não tenha medo do processo de Deus. Mesa do Oleiro, Bigorna, qualquer que seja a figura atribuída a nosso Senhor, por trás dEle sempre há amor. Ele te ama. Ele deseja vê-lo vivendo o melhor de si. Para isto, vamos viver prá além de nós mesmos. Viver neste mundo, com os olhos em Deus. Para a glória de Deus.



Aprendemos que há fortalezas (2 Cor. 10.4) que tem que ser vencidas que nos deixam com medo do processo de Deus, competindo com os outros, no monte de sucata a vida toda. A palavra de Deus é poder e as armas que temos são espirituais para vencer sofismas e mentiras de satanás. Libera você para ser vencedor e estar nas mãos do criador. Vivendo além de si mesmo. Escolhe seu lugar.



Deus te abençoe.



Pr. Cleydemir

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A corrida contra o Tempo

Hoje, uma das características marcantes nas pessoas é o imediatismo. Todos têm pressa. Pressa de ficar rico, de adquirir coisas, de realizar seus sonhos, pressa de viver. Parece que até o tempo está com pressa.

Lembro-me da minha infância em uma cidade pequena do interior de Minas Gerais, sem televisão, sem internet, sem condução (só passava o trem duas vezes por dia em direções opostas). As notícias vinham do Rio de Janeiro, através de "O Jornal", e chegavam com dois ou três dias de atraso. A vida caminhava pachorrenta, sem pressa de passar...

Parece que o tempo rendia mais. Meu pai tinha padaria e trabalhava durante o dia e de madrugada também. Durante o dia ele negociava, conversava com amigos, brincava com os filhos e rachava lenha, para aquecer o forno; amassava 120 a 180 kg de farinha manualmente, e de madrugada ele cilindrava a massa manualmente e ainda tinha que encher a caixa d'agua com uma bomba que ele manejava também manualmente. As 5 h da manhã os pães já estavam sendo distribuidos nas janelas e a padaria estava recebendo os primeiros fregueses. Meus irmãos, a partir dos doze anos, ajudavam nas tarefas pesadas e atendiam no balcão; nós, as mulheres, fazíamos, pudins, bolos e todo o tipo de quitutes para vender e também atendíamos no balcão. Minha mãe subia e descia as escadas para assar os quitutes o dia todo. Mas parecia não ter pressa...

Éramos uma família com tempo para conversar, para receber amigos, para passear, para brincar, para ler, para estudar, para adorar a Deus, tínhamos culto doméstico todos os dias, impreterivelmente. Íamos ao culto durante a semana, e, aos domingos de manhã, lembro-me de meu pai de braços dados com minha mãe, caminhando para a Escola Bíblica Dominical, e a gente correndo e saltitando em volta deles. Havia uma regra lá em casa: quem não fosse à Escola Dominical, também não podia passear naquele dia de domingo.

Durante o culto papai ficava nos observando e se conversássemos durante o culto, quando chegávamos em casa ele perguntava sobre os textos bíblicos estudados e se não soubéssemos responder ele dizia: Viu? Estava conversando...

Papai gostava de conversar e era muito aberto para nosso tempo... Gostava que o obedecêssemos por respeito e entendimento. Ele nunca esperou uma obediência cega.

Hoje fico me perguntando. Por que com todos os recursos que temos hoje, nosso tempo nunca é suficiente? Estamos sempre correndo atrás do tempo...

Com um simples telefonema a gente compra, vende e gerencia. Com um simples telefonema cumprimos nosso papel social de cumprimentar as pessoas nas datas especiais, e de "visitá-las" por telefone.

No mundo globalizado as distâncias tornam-se pequenas. Com um simples toque no computador vemos e conversamos com pessoas do outro lado do mundo. Temos condução para todo o lado. E lá na roça, nos lugares mais afastados, as pessoas têm celular, televisão e até internet.

Por que será então que os pais não têm tempo para ensinar os filhos? Por que não temos tempo para curtir nossas relações afetivas? Por que é tão difícil conseguir tempo para o culto doméstico? Por que não temos tempo para a contemplação? Por que nos perdemos das pessoas por falta de tempo?

Isto me faz ter "saudade" da eternidade, quando não seremos mais limitados ou delimitados pelo tempo.

Enquanto escrevo fico pensando se as pessoas terão tempo de ler este texto. Mas se você chegou até o final da leitura, devo dizer que esta preocupação com o tempo, não é inédita e nem atual. Olhando para a Bíblia posso perceber que nossas prioridades é que determinam a qualidade e a rapidez do nosso tempo. Para Habacuque essa correria desenfreada é vã. (Habacuque 2:13) - "Porventura não vem do SENHOR dos Exércitos que os povos trabalhem pelo fogo e os homens se cansem em vão? "

Para o pregador em Eclesiastes, "TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu". (Eclesiastes 9:11) - "Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos. ".

O tempo e a oportunidade de amar, de criar laços familiares fortes, de servir, de adorar a Deus, de viver em boas obras é agora. Nada, nem os recursos tecnológicos podem nos roubar o tempo de ver nossos filhos crescerem, de curtir nossos relacionamentos afetivos, de parar e contemplar as obras de nosso Deus.

Descansar no Senhor é viver abundantemente cada dia. É não ter pressa de sair da Sua presença. É parar de medir o tempo. Ele é o Senhor da eternidade e para ela Ele nos criou. Pare de correr contra o tempo e viva com qualidade o seu Presente.

domingo, 30 de agosto de 2009

A CONDIÇÃO ESPIRITUAL DO ADORADOR

Extraído do Boletim da Igreja Assembléia de Deus do Bom Retiro-Ipatinga-MG



Existem diversos elementos relacionados à qualidade e ao poder do louvor: a música, a letra, a sua origem e o seu propósito. Entretanto, ainda que determinada composição musical seja feita sob a a unção do Espírito Santo e contenha todas as características desejáveis, sua aceitação diante de Deus vai depender também de quem está cantando, ou seja, sua situação espiritual. "Aos retos fica bem o louvor" Sl 33.1.



Deus não quer o louvor do ímpio nem do cristão que estiver em pecado. Sl 50.16 e 17, o que o Senhor deseja nesses casos é o arrependimento. Se um filho ofendeu o pai, deverá se reconciliar antes de tentar agradá-lo com palavras. Se estivermos sujos diante de Deus, nossa oferta se tornará abominável aos Seus olhos, ainda que ela represente um sacrifício para nós. 1 Sm 15.22, Is 1.13, Mt 5.23, 24.



Toda oração que fizermos será rejeitada Pv 28.9 a não ser aquela que venha trazer nossa confissão de pecado. Nossa música se tornará um barulho insurpotável aos ouvidos de Deus. Am 5.23. Assim o louvor será apenas um rito religioso vazio. Aquele que louva e adora o Senhor precisa estar puro, a fim de não contaminar e inutilizar a sua oferta. Isto é válido para todos os cristãos e especialmente para os que dedicam ao ministério na casa de Deus. "Purificai-vos vós que levais os vasos do Senhor" Is 52.11.


O profeta Malaquias disse que Deus, como um lavandeiro e um ourives, purificam os levitas para que trouxessem ofertas aceitáveis diante do altar Ml 3.1-4. Vemos nessa passagem dois processos purificadores:

  1. O lavandeiro trabalha com sabão e água que é um símbolo da Palavra de Deus. Jo 15.3; Ef 5.26. Quando pecamos o Senhor nos fala amorosamente para que tomemos atitudes de concerto.
  2. O ourives trabalha com fogo, que simboliza a tribulação e a ira de Deus 1 Pe 1.6,7. Quando não damos ouvido à Palavra entramos em tribulações. O fogo age mais profundamente destruindo impurezas que a água não conseguiu tirar. Muitas tribulações poderiam ser evitadas se tomássemos as atitudes certas no tempo certo. Quando somos atribulados nossa consciência se desperta para o reconhecimento do pecado. Precisamos receber a Palavra de Deus e corrigir nossas ações antes que venha o fogo. O arrependimento, a confissão e o concerto farão com que o nosso louvor seja puro e suba como oferta suave e aprazível diante de Deus.