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segunda-feira, 23 de junho de 2008

UMA JANELA PARA O MUNDO


Uma Janela para o Mundo



A Janela delimita a nossa visão do mundo. Se olharmos para dentro dela, temos um mundo tão pequeno, que cabe na nossa mão; onde todos os dias acontecem as mesmas coisas, convivemos com as mesmas pessoas e fincamos nossas raízes.

É o mundo da nossa comodidade e da nossa segurança. Onde tudo está sob controle. Mas, às vezes, torna-se o lugar do nosso tédio. Temos saudade sem saber de quê. Vontade de ir a todos os lugares e vontade de ir a lugar nenhum. Saudade de um tempo que nunca vivemos, de um lugar onde nunca estivemos, de pessoas com quem nunca falamos, de sonhos que nunca sonhamos... Saudade de ganhar o mundão lá de fora!!!

Quando olhamos para fora, nossos olhos se perdem na imensidão... Tanta história para ser vivida, tantas vidas para serem marcadas por nossas vidas, tantos amores para germinarem... tantas possibilidades para serem experimentadas...

Tão grande é o mundo, que temos medo de nos perder. Transpor esta janela é ir para longe de tudo que nos é conhecido. É aventurar-nos a viver o inusitado. É arriscar a perder o nosso chão. É também dar oportunidade de encontrar nosso destino...Então, compreendemos que viver é um risco. Que compartilhar é uma aventura. Que transpor espaço é seguir rumo ao desconhecido.

Entretanto, a vida é um presente de Deus. O mundo e tudo o que nele há, foi feito para nos fazer felizes. Na verdade, temos que fincar nossas raízes nEle. Assim, nunca nos perderemos. Como disse o salmista, se subirmos até o céu ali ele está. Se descermos ao mais profundo abismo ali também ele estará. Os olhos do nosso Deus são como chama de fogo, estão fitos em nós e por nenhuma razão Ele nos perde de vista. Não precisamos ter medo de viver. De ir ao encontro do mundo fora da janela, Ele nunca nos deixa só. Ainda que falte um teto para nos abrigar, chão para pisar... Ele é o nosso abrigo seguro.

Não fique na nostalgia. Aventure-se, viva. Alegre-se em cada um dos seus dias...mas, em todo o tempo, não se perca do Criador. Convide Jesus para estar ao seu lado. Viva com ações de graças em seus lábios. Tire proveito de todas as situações. Encontre motivo para seu crescimento pessoal em cada obstáculo que encontrar. Sonhe sonhos grandiosos e deleite-se em Deus. Graças a Deus pelas janelas da vida!!!!




sábado, 17 de maio de 2008

A Eterna Manchete

Evangelho significa boas novas, boas notícias; e a manchete destas boas notícias é Jesus. Desde o seu nascimento Jesus foi manchete: Anjos anunciaram o seu nascimento, a natureza anunciou o seu nascimento. A notícia correu o mundo conhecido da época numa velocidade record. E naquela época não tinha gráfica, não tinha telefone, não tinha fax, não tinha e-mail, mesmo assim a notícia se espalhou que nem pólvora. Jesus nasceu, o prometido, o Messias, o Salvador da humanidade, o Redentor, o Filho de Deus.

Durante toda sua vida, Jesus foi notícia. Anunciava-se a sua chegada e durante muito tempo comentava-se seus feitos depois de ter passado por algum lugar. As pessoas queriam conhecer de perto aquele homem de quem tanto se ouvia falar. As notícias se multiplicavam em torno da pessoa de Jesus. Um cego fora curado ali, o pão fora multiplicado acolá, um surdo ouviu aqui, um paralítico andou, um morto ressuscitou e os acontecimentos eram sempre grandiosos e abençoadores.

A sua morte também foi notícia, e que notícia! A multidão se aglomerou para testemunhar a terrível notícia. Mas, como não podia deixar de ser, também na sua morte ele foi boa notícia: enfermos foram curados, mortos ressuscitaram, pecadores foram salvos, no episódio da sua morte. Assim como no seu nascimento, a terra, o céu e toda a natureza noticiou sua morte. Os céus se escureceram, a terra estremeceu, sepulcros se abriram notificando a morte do Rei dos Judeus.

Hoje ele continua sendo manchete. Jesus não é o personagem de um filme, não é simplesmente o protagonista de uma história. Jesus é o Senhor da história. A boa notícia que faz a vida valer a pena. Ele ressuscitou e continua escrevendo a história da redenção. Sua morte não foi o seu fim. As manchetes dos milagres operados por ele continuam a vivificar a esperança nos corações. Ele quer ser o Senhor da sua história. Operar o milagre mais espetacular na sua vida: a salvação. Jesus é o braço de Deus estendido para você. Aceite fazer parte desta história de amor. Ele, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores espera por você, ele quer que você entre em seu reino e desfrute das delícias que ele tem preparado para você.

Um dia Ele voltará. A Bíblia diz que sua volta também será notícia. A mais esplêndida e terrível notícia. Esplêndida para aqueles que o aguardam. Para aqueles que aceitaram a salvação oferecida por Deus. Mas será terrível para aqueles que o rejeitaram. Para aqueles que desprezaram a salvação ofertada por Deus.

Você pode estar entre aqueles que o aguardam. É só aceitá-lo hoje como seu Salvador. Aceitá-lo é simples assim: É só confessar publicamente que Ele é o Senhor e Salvador da sua vida. Estudar e obedecer o Manual do Criador para a humanidade: a Bíblia. Ter em Jesus Cristo o único caminho para Deus. Fazer dele o único intermediário entre você e Deus. Você precisa retribuir o seu amor, amando-o sobre todas as coisas. Aí, é só divulgar os seus feitos, porque muitos milagres irão acontecer em sua vida. 

domingo, 6 de abril de 2008

NAS ASAS DE UM BEIJA-FLOR


Nas Asas de um Beija-Flor
Outro dia estava navegando no computador, quando entrou um beija-flor na copa.

Ele voou rapidamente pelo espaço da copa, até dar com o bico e o peito na vidraça da janela. Ele voou para o outro lado, ainda meio tonto, procurando uma saída e deu de novo com o bico na vidraça do basculante.

Minha irmã se dispôs a ajudá-lo: abriu a janela, abriu a porta e ficou esperando...

Ele tentou novamente e desta vez, voou mais alto, então suas asas bateram no teto; ele voltou para a janela mas não achou o vão da abertura e tornou a bater na vidraça lateral da janela. Minha irmã tentou conduzi-lo e pegou um pano para direcioná-lo. Então ele se desesperou. Voava mais depressa e batia por todos os lados.

Pedi a minha irmã para deixar que ele tentasse sozinho. Ela parou com sua “ajuda” e ficou olhando também. Ele parou arfante no vidro do basculante e podíamos ver o vidro embaçado por sua respiração cansada. Sentindo-se descansado ele voou com mais determinação e bateu novamente. Dessa vez a batida foi ainda mais forte. Não sabíamos como ajudá-lo. Ele parou em um suporte para planta e ficou ali como quem estivesse meditando sobre alguma coisa.

Minha irmã se cansou de tentar ajudar e saiu , e eu voltei para o computador. O beija-flor continuou com suas tentativas frustradas e suas paradas de descanso para novas investidas.

Então, entrou Elô, minha outra irmã, e o beija-flor assustado com sua entrada voltou a bater ligeiramente suas asas contra o teto e contra a vidraça do basculante tentando voar mais alto, procurando desesperadamente por uma saída. A grande dificuldade parecia ser a de voar mais baixo. Creio que por medo, ele tentava voar cada vez mais alto. Por isso não achava a abertura da janela. Elô se assustou também, mas quando viu que era um beija-flor, ficou toda enternecida. Foi lá fora e voltou com uma vassoura. Então eu disse: - Não faça isso, não vai adiantar e ele vai ficar ainda mais desesperado. - Só vou abrir o basculante. Ela respondeu. Ela abriu apenas uma fresta do basculante.

De repente, ouvi um barulho no basculante, olhei e pude ver o beija-flor saindo pela fresta aberta.

Fiquei pensando que muitas vezes alçamos os vôos do beija-flor. Na procura desesperada por uma saída, quantas vezes temos nos debatido contra paredes, contra muralhas e contra as vidraças de falsas saídas. Às vezes, Deus já abriu portas e janelas para nós, mas estamos tão assustados com a situação e tão desesperados para sair dela, que não enxergamos porta e janela abertas. Corremos de um lado para o outro, ficamos cansados e às vezes até nos machucamos, nas nossas vãs tentativas. Deus então abre uma fresta para nos ajudar.

Depois que alcançamos a liberdade olhamos para trás e vemos que a porta e a janela sempre estiveram abertas para sairmos. Nós é que teimávamos em voar sempre para longe do problema e por isso não víamos a saída.